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Caso de nacionalidade

Casei com português ou vivo em união de facto

Esta página reúne as filas de nacionalidade portuguesa por casamento ou união de facto, incluindo os artigos 3.º, n.º 1 e 3.º, n.º 3.

Art. 3.º, n.º 1 / Art. 3.º, n.º 3

Como acompanhar este caso

  • A previsão distingue as filas quando a publicação separa casamento, união de facto ou via de registo.
  • A comparação é feita entre a sua data de entrada e a data pública informada para a fila escolhida.
  • O calendário completo permite ver o histórico e a evolução mês a mês de cada fila.

Dois caminhos que não se confundem

Casamento e união de facto são fundamentos distintos, ainda que a vida os aproxime. O primeiro apoia-se no vínculo matrimonial; o segundo, no reconhecimento da união de facto — termo legal português que mantemos sem traduzir, mesmo sabendo que no Brasil se diria “união estável”.

As conservatórias costumam publicá-los em linhas separadas, com datas que podem estar bastante afastadas. Por isso o formulário de previsão pergunta qual dos dois é o seu caso antes de mostrar qualquer resultado: é uma pergunta que só você consegue responder, e sem ela a comparação sairia da fila errada.

Dentro de cada um deles ainda pode haver separação por via de registo — transcrição ou inscrição — e por etapa, entre análise e decisão.

Como acompanhar a evolução

O calendário completo mostra o histórico mês a mês de cada uma dessas filas. É nele que se vê se a fila do seu caso vem andando de forma regular, se ficou parada num intervalo ou se recuou por causa de uma redistribuição de lotes entre serviços.

Um histórico regular gera uma janela de estimativa mais estreita. Um histórico irregular gera janela larga — e essa largura é informação sobre a fila, não imprecisão do cálculo.

Como ler a data publicada para este caso

A data que a conservatória divulga é a data de entrada dos pedidos que o setor está trabalhando naquele mês de referência — não é uma data de conclusão nem uma previsão de despacho. Quando o email diz “segunda quinzena de março de 2024”, ele está dizendo que o setor chegou aos pedidos que deram entrada naquele intervalo.

A comparação que este site faz é uma subtração entre duas datas: a data em que o seu pedido deu entrada e a data publicada para a fila. O resultado é a distância entre elas, em meses. Se a data publicada ainda não alcançou a sua, há uma diferença a percorrer; se já passou, a fila está adiante da sua entrada. Nenhuma dessas duas frases diz o que aconteceu com um pedido concreto.

As conservatórias declaram que os pedidos são analisados por ordem de data de entrada, no respetivo setor, de acordo com o fundamento invocado. É essa ordem que torna a comparação minimamente útil — e é também o motivo pelo qual escolher a fila errada estraga o resultado, mesmo com a aritmética correta.

Onde esta leitura deixa de valer

A fila descreve um conjunto; você é um caso. Exigências documentais, pedidos de esclarecimento, pareceres e diligências tiram pedidos individuais da ordem de entrada, e nada disso aparece numa publicação de fila. Por isso o site nunca afirma que um pedido está em análise, foi decidido ou vai ser concluído em determinada data.

Além disso, o mês de referência do email já é passado quando a mensagem chega, nem todas as filas são publicadas todos os meses e uma redistribuição de lotes entre serviços pode fazer a data publicada recuar. O site mostra esses buracos e recuos em vez de os alisar com estimativas.

Para confirmar a fase real de um pedido — submetido, em análise, para decisão ou concluído — consulte a informação oficial do Instituto dos Registos e do Notariado.

Enganos frequentes na leitura destas datas

  • Usar a fila de casamento para um pedido de união de facto, ou o contrário.
  • Comparar a data de transcrição com a de inscrição como se fossem a mesma fila.
  • Tomar uma média entre análise e decisão: são duas etapas, cada uma com a sua data.
  • Concluir que houve atraso porque a data publicada não avançou num mês em que não houve publicação.

Perguntas frequentes

Casamento e união de facto têm sempre a mesma fila?

Não. São fundamentos distintos e, quando a conservatória publica filas diferentes, o site mostra a fila correspondente ao caso informado.

A previsão substitui a consulta oficial?

Não. A previsão compara datas públicas. A fase de um pedido concreto só é informada pela consulta oficial do IRN.

Por que a data de decisão está tão atrás da data de análise?

Porque são duas filas separadas, com volumes e ritmos próprios. Uma pode avançar rápido enquanto a outra fica parada, e o site mostra as duas leituras lado a lado em vez de as fundir.